Domingo, 30 de Novembro de 2008

PRATELEIRAS DA MEMÓRIA

-

                    Tenho cheias as prateleiras da memória

                    De recordações do tempo que fui criança

                    Que às vezes batem à porta da lembrança

                    Para me ajudar a contar a minha história

-

                    Vivida junto às margens da insegurança

                    Como vento desordenado sem trajectória

                    Vivendo as dificuldades pela escapatória

                    Fazendo frente à má sorte com esperança

-

                    Tempo vivido na crista da adversidade

                    Ultrapassando e iludindo a ansiedade

                    Projectava em sonho os meus brinquedos

-

                    Hoje lembranças da minha pobre mocidade

                    Que recordo com tristesa e alguma saudade

                    Pois ainda partilho com eles alguns segredos.

 

                    Josémanangão

publicado por POESIA-NO-POPULAR às 23:00
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22 comentários:
De Utopia das Palavras a 1 de Dezembro de 2008 às 20:46
Soneto muito bonito amigo Manangão

Memória de infância saudosa
Menino homem do tempo minguante
Estrada que fizeste frutuosa
De boa índole, esperança e militante!

beijos


De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Dezembro de 2008 às 15:50
Ausenda

Saudosa mas não muito... confesso
A ditadura até isso nos roubou
Ao ver hoje a arrogância em exceço
Recordei esse tempo que já ...passou?

Um bjo amiga


De jorge a 2 de Dezembro de 2008 às 13:38

Recordar também é viver.

Grande abraço!


De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Dezembro de 2008 às 15:58
Jorge

Recordar para mim é reviver
Pois vivo a vida com intensidade
Revivê-la é tornar a aprender
Para saber preservar a liberdade.

Abraço camarada.


De MBeirão a 2 de Dezembro de 2008 às 22:13
Na estrada da vida deixas-te
A semente que sonhaste
Que cresceu e brotou
Foste construindo as tuas vitórias
Nessa prateleira de memórias
Que o tempo não apagou

Hoje nesse jardim em flor
onde ainda respiras amor
saudas o teu passado
na lembrança de menino
onde traçaste esse destino
de Homem consciente e respeitado

Um abraço



De POESIA-NO-POPULAR a 3 de Dezembro de 2008 às 19:28
Ora Viva camarada Miguel

É bem verdade companheiro
Sou do tempo em que o dinheiro
Era coisa fugidia
Quando chegava para o pão
Era grande a satisfação
Até chegar um novo dia

Filho de um operário
Com um magro salário
A pouco podia aspirar
Da ferrugem ainda escapei
Mas a origem nunca reneguei
E nunca deixarei de lutar.

Abraço camarada


De fernando samuel a 2 de Dezembro de 2008 às 23:47
Bonito como recordar a infância...


Um abraço grande.


De POESIA-NO-POPULAR a 3 de Dezembro de 2008 às 19:32
Camarada
O passado, dá-nos ensinamentos que nos ajudam a prever o futuro!
Abraço forte


De Ana Camarra a 3 de Dezembro de 2008 às 16:36
Como sabes recordo muito a infância, gosto de guardar bem viva a menina dentro de mim.
O tempo faz por apagar as coisas menos boas.

Um beijo


De POESIA-NO-POPULAR a 3 de Dezembro de 2008 às 19:34
Ana
A nossa infância foi muito rica...em ensinamentos!
Bjos camarada


De jrd a 3 de Dezembro de 2008 às 19:37
Belo e comovente.
Conserva bem as tuas prateleiras para que nos possa contar os segredos e as memórias que nos ensinam a vida.
Um abraço


De POESIA-NO-POPULAR a 4 de Dezembro de 2008 às 10:18
jrd
A base do futuro é o passado, aprender sempre!
Abraço


De Zorze a 3 de Dezembro de 2008 às 23:35
Manangão,

Belo poema e recordação que trazes. Recordar é sempre importante para analisarmos o presente e intuir sobre o futuro.

A foto são de crianças faveladas. Acertei?
Termo que se usa no Brasil, os favelados.
Estima-se que haja no Brasil cerca de 10 milhões de crianças que nunca nesta vida irão aprender uma letra do abecedário.

É por isso que o combate é importante, melhor, imperativo.

Abraço,
Zorze


De POESIA-NO-POPULAR a 4 de Dezembro de 2008 às 10:34
Zorze
O que eram as aldeias há 50 anos, senão "favelas"?
Não havia electricidade nem casas de banho, nem água canalizada, as casas eram barracas de alverania.
Melhorámos mas, se não fossem estes ladrões, podería-mos estar muito melhor, por tal facto só nos resta lutar.
Abraço camarada


De lena a 4 de Dezembro de 2008 às 12:59
Lindo poema José, dificil a comentar, acredita...porquê, me pergunteras...pq acabo por pensar na minha também.
Apesar dessa infância onde teus pais fizeram tudo o que poderam; saiu o homen que hoje es...
um homen alegre, justo, sensivel e que adora a vida e viver...

um beijo


De POESIA-NO-POPULAR a 4 de Dezembro de 2008 às 14:16
Lena
A aprendizagem da vida, é como andar de bicicleta, uma vez aprendida nunca mais esquece-mos.
Depois é só viver amiga!
Um bjo


De duartenovale a 4 de Dezembro de 2008 às 13:21
conservo
o meu sonho
junto ao sonho
da minha filha
que aos meus pais
tiraram
infancia farta
e feliz
e não há banqueiro
nem falcatrueiros
que nos roube
o segredo
de brincar
sem brinquedo.
abraço de duartenovale



De POESIA-NO-POPULAR a 4 de Dezembro de 2008 às 14:18
Viva companheiro
Obrigado por teres interpretado perfeitamente as minha palavras.
Abraço grande


De Samuel a 5 de Dezembro de 2008 às 00:48
Todos podemos rever-nos em muitas partes destes versos...

Abraço


De POESIA-NO-POPULAR a 5 de Dezembro de 2008 às 15:42
Samuel
Não é por acaso, que estamos na mesma trinxeira!
Abraço


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