Terça-feira, 1 de Julho de 2008

" A CONTRA-REVOLUÇÃO"

Foto de 1975

-

               Foi sementeira de esperança

               Prometida seara de abastança

               Para muitos ... muitos mil

               Que regando a terra com suor

               Lutaram por um futuro melhor

               A esperança renascia em Abril

-

               Foi um tempo revolucionário

               Que iniciou um processo libertário

               Reparando as injustiças praticadas

               Confiscaram-se os meios de produção

               Tentando acabar com a exploração

               E as práticas por ela adoptadas

-

               Tudo parecia correr sobre rodas

               Mas eis que chegaram novas modas

               Que deram volta á cabeça do povo

               Apareceu gente de sorriso simpático

               Apregoando o que era "democrático"

               E assim baralhou tudo de novo

-

               Ficou tresmalhado o "rebanho"

               Para os novos pastores o arreganho

               E o regresso ás práticas antigas

               Novamente na posse do bordão

               Ao povo dão a palha em vez do grão

               Vivemos pior que as formigas

-

               É tempo de dizer basta...companheiros

               Vamos expulsar os açougueiros

               Que a nossa pele querem arrancar

               Basta de mentiras e de promessas

               De quem tem governado ás avessas

               Não deixemos que nos voltem a enganar.

-

               Josémanangão 

 

sinto-me: mobilizado
publicado por POESIA-NO-POPULAR às 10:27
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41 comentários:
De Aristides a 1 de Julho de 2008 às 12:07
Foram tempos em que julgámos o sonho possível, mas os poderosos não desistem das mordomias facilmente.
Camarada, tanto a fotografia como a data, trouxeram-me à memória a quadra de uma canção de então. Quem se lembra do autor e intèrprete destas palavras (cito de cor, pois nunca mais as ouvi )?:
"Na minha terra há uma ceifeira e um carpinteiro
Têm por costume andar unidos
Mãos enlaçadas e ferramentas cruzadas
São meus irmãos e meus amigos"
Abraço


De POESIA-NO-POPULAR a 1 de Julho de 2008 às 12:25
Camarada Aristides
Tambem se ouvia muito a outra, que é assim!

Se eu fosse carpinteiro,
casava com uma ceifeira
Juntava a foice ao martelo,
fazia a nossa bandeira.

A intenção da foto era essa!
Abraço camarada!
JM


De Samuel a 2 de Julho de 2008 às 14:43
Grande Aristides

Eu (pelo menos) lembro-me vagamente do autor e do intérprete.
A cantiga leva por título exactamente "A minha terra" e foi composta, escrita e realmente muito cantada... por mim. :)))

Abraço


De Anónimo a 1 de Julho de 2008 às 14:49
JÁ BASTA A GUERRA INFAME
DO CAPITALISMO ESMORECIDO,
NÃO HAVERÁ MAIS SANGUE
NEM POVO DESTRUÍDO.

EM FRENTE Ó CAMARADA
POVO REDUZIDO,
EM FRENTE Ó FANTASMA
DO SOLDADO ABORRECIDO.

CASA, PÃO E VIDA,
SEGUIMENTO DA TERNURA,
Ó PÁTRIA REFLORESCIDA
DEVOLVE-NOS DE NOVO A LUTA.

BASTOU SACRIFICAR
CRIANÇAS QUE JÁ NÃO ANDAM
E MULHERES QUE PARA GRITAR
JÁ NÃO MAIS FALAM.

CANTAREMOS A CANÇÃO
DE BRAÇOS DADOS COM A LIBERDADE
Ò POVO LIVRE NO CORAÇÃO
MAIS FORTE DO QUE A VERDADE.

CASA, PÃO E VIDA
EM FRENTE E PARA A LUTA!



V.A.A.


De POESIA-NO-POPULAR a 1 de Julho de 2008 às 23:47
Amigo V.A. A.
De braços dados com a liberdade
Mais forte do que a verdade, é uma bela receita, para que possamos chegar, á meta desejada.
Abraço amigo
JM


De Utopia das Palavras a 1 de Julho de 2008 às 22:21
Muito bom camarada! Gostei
e tenho a dizer-te

Bons tempos, tanta saudade
Das nossas mãos tudo saiu
Não, não nos tiram a vontade
Não fecharáo " As portas que Abril abriu"

Um abraço
Ausenda


De POESIA-NO-POPULAR a 1 de Julho de 2008 às 23:59
Olá camarada ausenda!

Nem "as portas que abril abriu"
Nem o direito de sonhar-mos
Porque o povo já descobriu
A maneira de lá chegar-mos.

Abraços
JM


De Zorze a 1 de Julho de 2008 às 23:31
Mais uma vez, excelente poesia, do Amigo Manangão.
Agora é desta que vamo-nos conhecer. Está em marcha a IV Grande Farra Blogoesférica e logo na Fonte da Telha. Aqui bem perto. Amigo Manangão, desta vez não há desculpas (já que somos quase vizinhos).
Estou a organizar daqui a ir tudo no mesmo carro. Podes contactar-me por mail que está no meu blog.
Vai ser uma grande noite Extrafísica.

Abraço,
Zorze


De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Julho de 2008 às 00:05
Amigo Zorze
Vou entra em contacto contigo para saber Mês, dia, para consultar a minha agenda, não é minha intenção desculpar-me, não tenho motivos para tal, a não ser motivo de força maior.
Abraço amigo


De joaovideirasantos a 2 de Julho de 2008 às 09:33
Gostei. Pelo sentido, pela revolta e porque Abril tem de ser uma palavra viva!


De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Julho de 2008 às 15:38
Amigo
Por mais que queiram , não conseguem matar ABRIL, poque ABRIL é história viva!
Abraço
JM


De Chalana a 2 de Julho de 2008 às 14:04
a impunidade esquerdista acabou! Agora vai ser a sério...

http://anti-trollurbano.blogspot.com


De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Julho de 2008 às 15:57
O PCP sempre foi importante, em todos os momentos da vida política portuguesa, não é por acaso que somos o alvo principal, de todos as forças politicas, para uns somos (radicais) para outros (revisionistas) para a comunicação social não( existimos) mas nós sabemos muito bem o que somos, o que queremos e porquê existimos!
A nossa força advem do povo que acredita, e vota no nosso projecto político, apesar de todas as campanhas vergonhosas... contra nós!
Votar PCP/CDU, é o melhor investimento, que o povo pode fazer!


De Samuel a 2 de Julho de 2008 às 14:48
Grande José

Com os teus versos, a fotografia, mais a dúvida do Aristides (que já esclareci), fizeste-me lembrar da minha velha cantiga...
Agora vou ficar a cantarolar até sei lá quando. :)))

Obrigado
Abraço


De Aristides a 2 de Julho de 2008 às 15:08
Camarada José, vais-me desculpar mas este comentário é mais dirigido ao Samuel: como terás compreendido a minha pergunta era simplesmente de retórica. Lembro-me perfeitamente de quem a cantava e, ao fim de tantos anos, penso que ainda me lembro de quase toda a canção.
Grande abraço aos dois


De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Julho de 2008 às 16:04
Samuel
Assim não vale...ficares a cantarolar só para ti!
Eu e o camarada Aristides, ficaría-mos confortados ao ouvir esse registo!
Se não o tens, numa próxima ,lá terá que ser ao vivo!
Abraços para os dois
JM


De fernando samuel a 2 de Julho de 2008 às 19:46
É bom irmos relembrando esses tempos: os nossos sonhos, quem os matou - e porque vale a pena continuar a lutar or esses sonhos.
Obrigado por isso, camarada, e pela tua forma bonita de nos dizeres o que pensas.
(e também porque o teu post nos trouxe «A mInha Terra», do Samuel...)
abraço grande.


De POESIA-NO-POPULAR a 2 de Julho de 2008 às 22:01
F. Samuel
A"a minha Terra" que afinal é a nossa!
Abraço
JM


De `jrd a 3 de Julho de 2008 às 14:32
Ah Poeta!
Mesmo à distância é bom poder escutar o nosso Abril.
Obrigado
Um abraço


De POESIA-NO-POPULAR a 3 de Julho de 2008 às 18:53
Ói amigo
Temos o direito de gostar da nossa terra independentemente de quem a DESgoverna!
Boas férias Amigo
Abraço
JM


De Sal a 3 de Julho de 2008 às 23:10
Camarada, parabéns
por este post à maneira!
Mais umas vez escreveste
uma poesia certeira.

Mais aquela bonita foto
que faz lembrar o Glorioso;
Essa foice, esse martelo
Um símbolo poderoso.

É o símbolo da nossa luta
tem a força que se vê
Haja sempre gente como tu
no nosso grande PCP.

beijinhos






De POESIA-NO-POPULAR a 4 de Julho de 2008 às 22:34
Sal

Aquela foto...Bonita!
Propositadamente concebida
Foi feita por quem acredita
Nas vicissitudes da vida

São irmãos, e herdeiros
Das minhas convicções
São "Verdes" são companheiros
Com eles não há confusões

Não são muito exuberantes
nem gostam de exteriorizar
Mas são eficazes e actuantes
no momento de votar!

Bjos e abraços
JM


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